terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

POEMA: OS SAPOS

Enfunando os papos, 
Saem da penumbra, 
Aos pulos, os sapos. 
A luz os deslumbra. 

Em ronco que aterra, 
Berra o sapo-boi: 
- "Meu pai foi à guerra!" 
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!". 

O sapo-tanoeiro, 
Parnasiano aguado, 
Diz: - "Meu cancioneiro
É bem martelado. 

Vede como primo 
Em comer os hiatos! 
Que arte! E nunca rimo 
Os termos cognatos. 

O meu verso é bom 
Frumento sem joio. 
Faço rimas com 
Consoantes de apoio. 

Vai por cinquüenta anos 
Que lhes dei a norma: 
Reduzi sem danos 
A fôrmas a forma. 

Clame a saparia 
Em críticas céticas:
Não há mais poesia, 
Mas há artes poéticas..." 

Urra o sapo-boi: 
- "Meu pai foi rei!"- "Foi!" 
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!". 

Brada em um assomo 
O sapo-tanoeiro: 
- A grande arte é como 
Lavor de joalheiro. 

Ou bem de estatuário. 
Tudo quanto é belo, 
Tudo quanto é vário, 
Canta no martelo". 

Outros, sapos-pipas 
(Um mal em si cabe), 
Falam pelas tripas, 
- "Sei!" - "Não sabe!" - "Sabe!". 

Longe dessa grita, 
Lá onde mais densa 
A noite infinita 
Veste a sombra imensa; 

Lá, fugido ao mundo, 
Sem glória, sem fé, 
No perau profundo 
E solitário, é 

Que soluças tu, 
Transido de frio, 
Sapo-cururu 
Da beira do rio...

VÍDEO: QUANDO O SOL SE FOR

Detonautas 



Para animar o dia!!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

LIVRO: X-MEN: ESPELHO NEGRO



X-MEN: ESPELHO NEGRO

RESENHA: 
              Este livro mostra como é poder ter uma vida sem sofrer preconceito ou descriminação pelo lado mutante abordando princípios que por vezes são deixados de lado por conta da pressão que a sociedade coloca nas pessoas com diferenças. Mais do que uma simples história de conquista mundial a narrativa coloca os principais heróis da mansão X em uma situação onde eles estando em corpos diferentes terão que mostrar a força não apenas do gene X mas a força humana que eles possuem.
Dentre todas as historias dos X-Men, essa seja sem sombra de dúvidas uma das melhores, pois alem de mostrar mais do lado humano dos mutantes também mostra como é complicado viver em um mundo sem poderes e sem amigos.
Comparando com os outros livros da Marvel ( Homem- Aranha: Entre trovões e Guerra Civil) este foi o que mais se chegou perto das histórias das Hqs e é de longe o melhor livro dente eles.

RESUMO:
                Wolverine reúne Ciclope, Jean Gray, Vampira e Noturno para uma investigação de um hospício mas as coisas começam a dar errado quando o grupo percebe que foi capturado, separado e para piorar a situação estão em corpos de desconhecidos e sem os poderes, agora cabe apenas aos cinco tentarem se unir para salvar o mundo de um grande perigo que se chama X-Men.

Autor: Marjorie M. Liu
Tradução: Petê Rissatti
Gênero: Aventura/ Mutante
Nota: 9
Editora: Novo Século

  Dhiri Silva  
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

POESIA: POR MAIS

Por mais que eu tente,

Por mais que lute,

Por mais que trabalhe duro

Que conquiste novas e novas vitorias

A todo instante você me parece mais longe.

Toda vez que penso que estou te alcançando

Descubro que você esta cada vez mais longe

E de que adianta continuar a tentar 

Se eu nunca irei lhe conquistar.


Dhiri Silva

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

NO ANO PASSADO...



Já repararam como é bom dizer "o ano passado"? É como quem já tivesse atravessado um rio, deixando tudo na outra margem...Tudo sim, tudo mesmo! Porque, embora nesse "tudo" se incluam algumas ilusões, a alma está leve, livre, numa extraordinária sensação de alívio, como só se poderiam sentir as almas desencarnadas. Mas no ano passado, como eu ia dizendo, ou mais precisamente, no último dia do ano passado deparei com um despacho da Associeted Press em que, depois de anunciado como se comemoraria nos diversos países da Europa a chegada do Ano Novo, informava-se o seguinte, que bem merece um parágrafo à parte:

"Na Itália, quando soarem os sinos à meia-noite, todo mundo atirará pelas janelas as panelas velhas e os vasos rachados".

Ótimo! O meu ímpeto, modesto mas sincero, foi atirar-me eu próprio pela janela, tendo apenas no bolso, à guisa de explicação para as autoridades, um recorte do referido despacho. Mas seria levar muito longe uma simples metáfora, aliás praticamente irrealizável, porque resido num andar térreo. E, por outro lado, metáforas a gente não faz para a Polícia, que só quer saber de coisas concretas. Metáforas são para aproveitar em versos...

Atirei-me, pois, metaforicamente, pela janela do tricentésimo-sexagésimo-quinto andar do ano passado.
Morri? Não. Ressuscitei. Que isto da passagem de um ano para outro é um corriqueiro fenômeno de morte e ressurreição - morte do ano velho e sua ressurreição como ano novo, morte da nossa vida velha para uma vida nova.


Mario Quintana

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